Liturgia

Este espaço foi criado para podermos postar assuntos pertinentes à liturgia do movimento, compromissos, orações, músicas, etc.

 


 

TEMA 2018
Música de Walmir Alencar – Simplesmente Amar

O amor nasceu em meio ao frio de uma noite
Sem um lugar para ficar, desaconchego sim
Palhas para deitar e ao seu redor os animais que ali moravam
Mesmo sendo Rei, pobre se fez, só por amor

Simplesmente amar
É o que importa para quem quiser servir
Simplesmente amar
É a condição maior suprema do servir
Eis a verdadeira vocação
Simplesmente amar

O amor cresceu em meio a nós e ao homem se igualou
Não procurou seus interesses, não
Do próximo quis lavar os pés como sinal de igualdade
Na cruz se entregou e perdoou só por amor

Simplesmente amar
É o que importa para quem quiser servir
Simplesmente amar
É a condição maior suprema do servir
Eis a verdadeira vocação
Simplesmente amar

Como dizer “Senhor, te amo” sem mesmo vê-lo
E ser incapaz de amar o outro que está ao lado e se pode ver?
O que não ama não conhece a Deus
Porque Deus é amor!

LEMA – 2018

“Se alguém quer servir a mim, que me siga. E onde eu estiver, aí também estará o meu servo. Se alguém serve a mim, o Pai o honrará.” (João 12:26)

 

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CELEBRANDO O TEMPO DE ADVENTO
A palavra Advento vem do latim “adventus” que significa chegada, vinda. É o   tempo de preparação para a solenidade do nascimento de Jesus Cristo, que se   iniciou no dia 30 de novembro e termina em 24 de dezembro. Esse tempo litúrgico   forma o Ciclo do Natal, que se encerra com a festa do Batismo de Jesus.
A   duração do Advento é de quatro semanas e se compõe de duas partes: do primeiro   Domingo do Advento até o dia 16 de dezembro, destaca-se a parte escatológica, a   vinda do Senhor no final dos tempos. Do dia 17 a 24 de dezembro, prepara-se a   vinda de Jesus na história da vida e do mundo, que é seu Natal.
Nas   celebrações, a cor litúrgica é roxa, lembrando o convite de João Batista, que   pede conversão, mudanças profundas na nossa vida: ”Preparem o caminho do Senhor,   endireitem suas estradas.” (Lucas 3,4-6) As leituras bíblicas deste tempo   apresentam a figura de Isaías, João Batista e Maria que são os modelos para nos   preparar a vinda do Senhor.
Dentro da teologia e espiritualidade do   Advento, os textos bíblicos falam da dupla vinda de Cristo: a primeira, no   Natal, e a segunda, na Parusia, o fim dos tempos. A vinda de Cristo é esperada   pela Igreja com oração e vigilância: “Vem, Senhor Jesus”, como São Paulo nos   fala.
A espera de Cristo é uma das promessas messiânicas já cumprida   parcialmente. Nossos pais na fé esperaram e não alcançaram, mas ouviram por   Isaias que um tempo novo de esperança e de paz chegaria. Todo o Antigo   Testamento está voltado, pelo anúncio dos profetas, para o mistério do Cristo   que virá. Para nós hoje é viver na Igreja toda esta centralidade de Cristo na   história da salvação, celebrando o grande mistério: vem a nós o esperado das   nações, o anunciado pelos profetas, o revelado por seu Pai.
Nessa   caminhada do Advento, além de Isaías e João Batista, a Liturgia apresenta outra   figura importante: Maria. O evangelho de Lucas narra a anunciação, quando Maria   diz sim ao convite de Deus e aceita ser mãe de Jesus que se encarna em seu seio   e passa a “habitar entre nós”.
Maria é celebrada no dia 8 de dezembro,   na festa de sua imaculada conceição. A Virgem Imaculada diz sim e vive o seu   silencio na escuta do próprio Deus que chega. Do dia 17 a 24 de dezembro, a   Liturgia nos marca bem a figura de Maria, a “cheia de graça”, a “bendita entre   todas as mulheres” , a “nova Eva”.
Após o pecado de Adão e Eva, Deus   mostra para Eva uma nova mulher, uma segunda Eva, que dará à luz um filho. Ele é   o “filho das promessas”, o novo Adão, Jesus Cristo, que reerguerá a humanidade   decaída por causa da desobediência dos primeiros pais. Maria é presença exemplar   no Tempo do Advento, na palavra e na oração, aquela que transformou a espera em   presença viva do próprio Cristo.
O Advento é tempo de oração da Igreja,   que ora e suplica para que Cristo seja conhecido entre todos os povos, seja   sinal de esperança e sinal de salvação para todos num mundo marcado por guerras,   violências, divisões, incredulidades, soberba, auto-suficiência. O Advento é um   tempo de espiritualidade que deve nos comprometer na tarefa pela construção de   “novos céus e novas terras”.
A Igreja nos exorta a vivermos em vigília e   oração, para que esse tempo da graça seja proveitoso para nós, realizando-se o   que reza a Liturgia: “Ó céus, que chova sobre nós, que suas nuvens derramem a   justiça. Abra-se a terra e brote para nós a salvação.”
Padre José Cipriano Ramos Filho é pároco da Paróquia São José, em Santa Bárbara D’Oeste
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A música que foi o canto de entrada da nossa missa de 16.10.11 : Vamos Celebrar (Amor e Adoração)

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O CALENDÁRIO LITÚRGICO

Imaginemos uma dona de casa preparando a lista de compras do mês. Acredito que ela deverá colocar em ordem, no papel, aqueles itens que serão mais importantes, que deverão ser comprados, prioritariamente, e, em seguida, acrescentará aqueles que são necessários, porém, não tão prioritários. Isso é feito para se prevenir contra situações em que o capital seja insuficiente para comprar todos os itens da lista. Podemos fazer uma comparação semelhante com relação à liturgia.

Semelhante ao exemplo da dona de casa, organizar a liturgia é um caso de planejamento. Denise Frederico[1] aponta que “fazer liturgia é como projetar uma casa” (2004, p.15). A liturgia serve para projetar e preparar toda a estrutura do culto cristão. Um culto cristão sem liturgia é semelhante a um time de futebol sem estratégia, ou seja, desorganizado. É para isso que serve a liturgia: para zelar pela organização do culto. Quem organiza a liturgia, ordena as partes do culto, de acordo com as suas concepções de culto e de acordo com a doutrina da denominação a qual pertença.

A liturgia serve para desenhar o culto, e todos os elementos verbais e não verbais fazem parte dela. Os elementos verbais seriam todos aqueles onde há a verbalização de quaisquer palavras, sejam proferidas pelo oficiante ou pela congregação; já os não-verbais seriam todos os símbolos que estão presentes no templo (cruzes, imagens, velas, altar, cálice etc.), bem como as coreografias, vestes sacerdotais e o sodalício do altar para nós Anglicanos.

Em nossa liturgia Anglicana, temos a exposição do Plano de Salvação, que nos lembra, por meio do Rito Eucarístico, a morte e ressurreição de Jesus. Nossa liturgia enfatiza também o fato de que Deus se fez homem, habitou entre nós, e Se entregou em sacrifício pelo perdão dos nossos pecados, mostrando o que está contido em João 3: 16, que diz: “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Todos os Domingos, por meio do pão, que simboliza o Corpo de Cristo, e do vinho, que representa o Seu sangue, entregues à congregação no sacramento da Ceia do Senhor, lembramos ainda que Jesus subiu aos céus, mas crendo que voltará para buscar aqueles que lhe foram fiéis (a segunda vinda). Vale aqui enfatizar que cremos na presença real de Jesus Cristo no momento da ceia, mas não na transubstanciação, como crêem os Católicos Romanos. Pelo culto celebramos todas as maravilhas que Deus fez, e as muitas que ainda fará.

Uma estrutura litúrgica básica divide o culto em duas partes: Liturgia da Palavra e Celebração da Eucaristia. Na primeira parte temos a exposição de trechos das Sagradas Escrituras com momentos de explicação/interpretação dos textos, seguido de um momento de oração de intercessão. A segunda parte está voltada para a Celebração da Eucaristia, que começa com o preparo da mesa, seguido da Oração Eucarística, dividida em um momento de diálogo, ação de graças, narração da instituição da Ceia do Senhor, anamnese (reatualização em grego), epiclese (momento em que se pede o envio do Espírito Santo pelo Deus-Pai) e a doxologia de encerramento. A esta estrutura básica, acrescentaram-se, no decorrer do tempo, outras partes, como o Kyrie eleison (Senhor, tem piedade de nós), a saudação do oficiante seguida da Coleta (oração do dia e não coleta de ofertas, que tem seu momento específico), o canto do Gloria in excelsis (este acrescentado por volta do ano 1000 d.C), e, mais recentemente, a Confissão de Fé, por meios dos Credos, sendo um dos mais antigos o Apostólico, o qual geralmente recitamos em nossos cultos dominicais:

Creio em Deus-Pai, Todo-Poderoso criador do céu e da terra.
Creio em Jesus Cristo Seu único Filho, Nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu ao Hades; ressuscitou ao terceiro dia; subiu ao céu; está assentado à mã direita de Deus-Pai Todo-Poderoso, de onde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na santa Igreja católica; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.

Esta é uma dentre as profissões de fé existentes, surgidas nos momentos em que as heresias cresciam, e tornou-se necessário aos cristãos relatar em que criam, reforçando a sua fé.

Dentro da liturgia, temos o chamado Calendário Litúrgico “cuja função é dar relevo aos feitos divinos”[2]. Este Calendário Litúrgico serve para lembrar as datas cristãs mais importantes. Por meio do Calendário Litúrgico comemoramos os feitos de Deus por meio de Jesus Cristo. Lembramos o que Ele fez e apontamos para o que Ele faz e fará na vida de cada cristão por meio da ação do Espírito Santo. O Calendário serve para guiar as comemorações cristãs durante o ano. Ele caminha ao lado do calendário cívico, mas não em congruência com o mesmo, devido a temporalidade das festas cristãs, que não coincidem com os dias deste.

Dentro do calendário cristão, o dia mais significativo é o Domingo, pois após a morte de Jesus, os cristãos passaram a se reunir no primeiro dia da semana (Domingo), por ter ocorrido neste dia a ressurreição de Seu Mestre. Temos a base bíblica para o culto nos Domingos em Mateus 28: 05-09, Marcos 16: 01-08, Lucas 24: 36-49 e João: 19-23. O próprio significado da palavra Domingo corrobora para os cultos dominicais: Dia do Senhor (em latim: dominicus dies).

O Calendário Litúrgico é caracterizado pelo tempo comum e pelo tempo não-comum. Este é o mais importante, por ser caracterizado pelos dias mais significativos do calendário cristão. O Calendário Litúrgico apresenta três ciclos: Natal, Páscoa e a seqüência dominical que lembra a ressurreição de Jesus, ocorrida num Domingo.
O ciclo do Natal começa com o Advento, é coroado com o Nascimento do menino Jesus, comemorado no dia 25 de dezembro do calendário cívico, e termina com o Batismo do Senhor Jesus, oito dias depois.

O ciclo da Páscoa tem início com a Quaresma, que consiste nos quarenta dias que vão da quarta-feira de cinzas até a quinta-feira santa. Com a Semana Santa tem início a celebração da Páscoa, que começa no Domingo de Ramos, que lembra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, e vai até o Domingo da Ressurreição, ápice da Semana Santa. Esta festa é a mais importante do Calendário Litúrgico, ou pelo menos deveria ser, pois existem Igrejas evangélicas que não comemoram a Páscoa pelo fato de que a Igreja Católica Romana também o faz. Em virtude deste preconceito irracional, muitas Igrejas preferem celebrar em seus templos festas judaicas que nada têm a ver com as cerimônias cristãs, do que adotar práticas e cerimônias realmente ligadas às nossas festividades.

Após o Domingo da Ressurreição, tem início o tempo Pascal, que se estende até o Domingo de Pentecostes. Neste interim ocorrem duas solenidades: a Ascensão do Senhor Jesus e a festa do Pentecostes, 50 dias após a ressurreição de Cristo.

O Tempo Comum está associado aos dias em que vamos ao culto dominical para adorar a Deus e está dividido em duas partes: a primeira que vai do dia seguinte ao Batismo do Senhor até a terça-feira anterior à quarta-feira de cinzas. A segunda parte estende-se da segunda-feira após o Domingo de Pentecostes à véspera do Advento. Dentre as festas temáticas do tempo comum, nós, protestantes históricos, comemoramos o Dia da Reforma (31 de outubro).

O uso das cores litúrgicas obedece ao calendário litúrgico, conforme podemos observar na figura abaixo:

São seis as cores litúrgicas, introduzidas no culto cristão a partir do século XII. Usa-se o branco na Páscoa e no Natal, e ele simboliza divindade, luz, pureza, alegria e vitória. Pode ser substituído em algumas denominações pelo amarelo-ouro. O vermelho lembra o fogo do Espírito Santo e o sangue, e é usado no Domingo de Pentecostes, na sexta-feira da Paixão, nos dias de aniversário das Igrejas locais e nos dias de Ordenação de Clérigos. É também a cor dos mártires e do Dia da Reforma. O verde é usado no tempo comum e nos dias da semana, e simboliza vida, esperança e crescimento. O roxo ou lilás simboliza penitência e serenidade, e é usado no Advento e na Quaresma. O azul, que expressa a esperança e, segundo os Metodistas brasileiros, a comunhão, sendo, portanto, a cor ideal para uso no templo. Existe ainda o preto, que é sinal de tristeza e luto, e, por isso, pouco usado e pouco recomendado em nossa denominação para uso no templo, podendo os pastores usar um típete preto em conferências ou palestras, quando convidados, situações em que sua presença tenha um caráter mais acadêmico do que sacerdotal.

REFERÊNCIAS

FREDERICO, Denise C. S. O que é liturgia? Rio de Janeiro: MK, 2004.

BÍBLIA SAGRADA. Edição Revista e Corrigida. Sociedade Bíblica do Brasil, 1969.

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Começo colocando uma música que vem sendo ensaiada nos encontros do departamento de Liturgia.

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