Os Dogmas Marianos

Dogma

Dogmas são uma série de verdades de fé, proclamadas pela Igreja, em que os católicos devem crer. No total, são 44 dogmas subdivididos em 8 categorias diferentes – sobre Deus; sobre Jesus Cristo; sobre a criação do mundo; sobre o ser humano; sobre o Papa e a Igreja; sobre os sacramentos; sobre as últimas coisas e; sobre Maria.

Segundo, Alexandre Awi de Mello, os dogmas na Igreja são verdades salvíficas. “Muitas vezes utiliza-se a palavra dogma como se fosse algo pesado, difícil, mas, na realidade, é uma grande bênção, um presente. São verdades da fé em que cremos e que a Igreja sente necessidade de esclarecer. São verdades que trazem salvação e mensagem de esperança”.

Quando a Igreja proclama um dogma através do Papa, no Concílio, nós precisamos acolher este como verdade, mesmo não o entendendo. Santo Agostinho dizia: “Deus não é para ser entendido, mas adorado”. O Deus verdadeiro não cabe na nossa cabeça; por isso, muitas vezes, não entendemos os dogmas de fé.

Sobre Nossa Senhora a Igreja ensina quatro dogmas: a Maternidade divina, a Imaculada Conceição, a Assunção de Nossa Senhora ao céu e a Virgindade Perpétua de Maria.

 

Primeiro Dogma: Maternidade Divina

Maria é verdadeiramente Mãe do Deus encarnado, Jesus Cristo. Já nos primeiros três séculos, os Padres da Igreja utilizaram as definições Mater Dei (em latim) ou Theotókos (em grego), que significam Mãe de Deus. Essa doutrina foi definida dogmaticamente pelo Terceiro Concílio Ecumênico, realizado em Éfeso, em 431.

“Jesus é plenamente homem e plenamente Deus. Maria foi Mãe deste Deus feito homem, que é Jesus; assim, Maria é Mãe de Deus. É uma realidade que dá fundamento a todas as outras. É uma verdade, em primeiro lugar, sobre Cristo, pois é preciso afirmar que Jesus é verdadeiramente Deus para que possamos falar que Maria é Mãe de Deus”, explica padre Alexandre.

“Deus juntou todas as águas e fez o mar. Deus juntou todas as graças e fez Maria” (Luís Maria Grignion de Montfort).

“Deus é um instante que não passa” (Karl Rahner). Podemos nos perguntar: “Porque o Senhor escolheu Maria?”. Nossa Senhora responde no Magnificat: “Ele olhou para a pequenez de sua serva” (Lucas). Dizem que todas as mulheres de Israel tinham o sonho de ser mãe do Salvador, mas Nossa Senhora não tinha essa pretensão.

“Deus criou o homem para a imortalidade” (Sabedoria 2,23), mas este não quis obedecer a Deus. E o Senhor, para trazer a salvação ao mundo, trouxe uma nova Mulher para vencer a soberba. Se pela soberba de Eva o pecado entrou no mundo, pela humildade de Maria entrou a salvação.

 

Segundo Dogma: A Imaculada Conceição. 

A Virgem Maria não teve pecado original. Santo Agostinho disse: “Nem se deve tocar na palavra “pecado” ao se tratar de Maria; e isso por respeito Àquele de quem mereceu ser a Mãe, que a preservou de todo pecado por sua graça.”

Pio IX em 1974 proferiu que “Maria foi concebida sem pecado original”. Não teve pecado original e pessoais. Quatro anos depois, Nossa Senhora começou a aparecer para Bernadete, na França. Ela era uma criança, que nem sabia falar francês. Maria lhe disse: “Diga ao padre que quero uma capela”. O padre, não acreditando naquela pobre menina, disse a Bernadete que perguntasse o nome dela. Maria disse para Bernadete, no dia 25 de março: “Je sui le Immaculée Conception” (Eu sou a Imaculada Conceição). Nossa Senhora ainda deixou um sinal especial, pediu que Bernadete cavasse no chão um buraco, pois ali haveria uma mina. Nossa Senhora veio trazer um sinal do céu, e este sinal está em Lourdes.

Terceiro Dogma: Maria é sempre Virgem. 

Maria é virgem antes do parto, durante o parto e depois dele. A Igreja, na cidade Cápoa, 1972, proclamou este dogma. O Papa João Paulo II disse: “Não queira entender pela medicina, porque isso é um milagre”. “Eis que conceberás a luz e dará à luz” (Isaías). “A luz não passa no vidro sem quebrá-lo?”. Por que Deus não poderia gerar Jesus no ventre de Maria sem rasgar as paredes?” (James).

“Para Aquele que é extraordinário, todos os fatos são excepcionais” (Santo Agostinho).

Quarto Dogma: Assunção de Nossa Senhora. 

Maria foi levada ao céu de corpo e alma. A Igreja sempre acreditou nisso. Mas o Papa Pio XII disse: “A Virgem Maria é Mãe de Deus e Imaculada. Ao término da vida terrena, foi levada de corpo e alma para o céu”. É a única pessoa que a Igreja proclama que ressuscitou depois de Jesus. Os santos estão com suas almas no céu e os corpos ainda na terra. Maria, onde aparece, mostra sua feição conforme o lugar. Só pode fazer isso o corpo que ressuscitou, porque ele não está sujeito ao tempo nem ao espaço. Como Jesus, que apareceu aos discípulos no caminho de Emaús, e os discípulos não a reconheceram. Maria foi assunta ao céu para preparar o caminho de seus filhos.

No meio do Concílio, o Papa proclamou: “Mater Eclesi” (Mãe da Igreja). Assim como nós precisamos de uma mãe para nos gerar e criar, para nos dar o alimento, nós também precisamos de Maria como nossa Mãe no céu.

 

Fontes: Portal Canção Nova, Portal Editora Cleofas, Portal Catequisar – Adaptação Tiago e Bibiana Flach – Equipe de Formação

 

 

 

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